Devocional - I João I
O que era...
Independentemente de o vermos ouvirmos ou sentirmos, Este de que João fala existia. Independente de todo e qualquer sentido humano, à parte à toda necessidade humana, Jesus o é desde o princípio. Princípio diz respeito ao início de tudo, remete-nos À criação, lá Jesus estava.
O que ouvimos...
João é consciente de que o primeiro modo de contato com Este que sempre o foi, se deu através do sentido auditivo. Com certeza Eva transmitiu a verdade de que um de seus descendentes iria destruir o inimigo do ser humano, a serpente. Os descendentes de Abraão criam que o descendente viria do seu ramo e este foi chamado e esperado enquanto o Messias. Todos os apóstolos já conheciam Jesus de “ouvir falar”, mas precisavam mais.
O que vimos...
O contato visual com Cristo talvez não fora tão avassalador quanto normalmente se supõe. Jesus era à primeira vista, apenas um líder carismático. Líderes deste tipo, ora ou outra se levantavam do povo de Israel. Todavia, a simples possibilidade de contato com aquela que era e que ouvíamos falar é de fato, avassalador. Simeão sabia disso e sentia por isso. Muitos não o viram como o Messias, mas quem o viu, valorizou cada instante do olhar daquele homem.
O que contemplamos...
Contemplar é diferente de olhar. Primeiro que contemplar em João significa uma ação completa, acabada, não tem haver diretamente com algo que aconteceu no passado, mas algo perfeito. Contemplar é olhar com propriedade. Olhar com intimidade. Deixar o olhar. Desta forma, a possibilidade de contemplar a Cristo foi de poucos. Uma multidão viu Jesus ao entrar em Jericó, e os que simplesmente viram foram os que gritaram: “crucifica-o! crucifica-o!”, uma semana depois. Para contemplar Jesus tem-se que visualizar o Jesus enquanto filho de Deus (Jo 1.14), não enquanto um homem qualquer. A contemplação já é atitude de adoração. O simples olhar não.
O que apalpamos...
Apalpar? Por que João fez questão de dizer que apalpou a Cristo? Ora, João está dialogando alguns que não acreditam que Jesus sofreu, isto é, não acreditam que ele é ser humano. João quer deixar claro que Jesus foi um de nós. Carne da nossa carne. A crença em um Jesus que não sofre é maligna, assim como a crença num cristão que não sofre. O nosso Jesus é humano.
É este que João proclama, com respeito a este que João afirma, é o verbo da vida. O que existe, o que ouvimos, o que vimos, o que contemplamos e o que apalpamos, este é o nosso Jesus, o Cristo.
