terça-feira, 31 de maio de 2016

Devo I João 1.2-4 Alegria Completa


Para que o vosso gozo seja completo... (2)

         O objetivo de São João nessa carta é descrito nesses quatro primeiros versículos. Resumindo, ele escreve para que que a nossa alegria se cumpra. Ou seja, a nossa alegria por Cristo não pode ser parcial. Não devemos ter apenas um lampejo, um momento feliz, um "dia inesquecível", aqui João estabelece que cristão que é de fato cristão deve ter alegria completa! 

Por que devemos ter alegria completa? (2,3)

       "Por que a vida foi manifestada". Jesus é a vida! Vida no sentido pleno, único, eterno. Não confundam vida com os + ou - 70 anos que se passa carregando um nome terreno e vestes que se deterioram com o tempo. A Vida é Cristo. Nele nós temos vida. Ou seja, esse tempo que passamos sem Cristo aqui na terra não é qualquer coisa, menos vida. 

Como se desfrutar da alegria plena? (3,4)

          O falar sobre a Vida, anunciar a Vida, promove a certeza de que não estamos sós, fazemos parte de um grupo escolhido por Deus. Somos do time dos apóstolos. Pessoas falhas como nós, porém, pessoas que possuem a Vida como nós possuímos em Cristo. Logo, ao nos unirmos aos apóstolos, nos unimos ao Pai e ao Filho. Ou seja, bastardos encontraram uma família. Nós, órfãos em Adão, fomos feitos filhos de Deus. 
         E aí? Temos ou não motivo para vivermos a plenitude da alegria?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Devocional

Devocional - I João I

O que era...

Independentemente de o vermos ouvirmos ou sentirmos, Este de que João fala existia. Independente de todo e qualquer sentido humano, à parte à toda necessidade humana, Jesus o é desde o princípio. Princípio diz respeito ao início de tudo, remete-nos À criação, lá Jesus estava.

O que ouvimos...

João é consciente de que o primeiro modo de contato com Este que sempre o foi, se deu através do sentido auditivo. Com certeza Eva transmitiu a verdade de que um de seus descendentes iria destruir o inimigo do ser humano, a serpente. Os descendentes de Abraão criam que o descendente viria do seu ramo e este foi chamado e esperado enquanto o Messias. Todos os apóstolos já conheciam Jesus de “ouvir falar”, mas precisavam mais.

O que vimos...

O contato visual com Cristo talvez não fora tão avassalador quanto normalmente se supõe. Jesus era à primeira vista, apenas um líder carismático. Líderes deste tipo, ora ou outra se levantavam do povo de Israel. Todavia, a simples possibilidade de contato com aquela que era e que ouvíamos falar é de fato, avassalador. Simeão sabia disso e sentia por isso. Muitos não o viram como o Messias, mas quem o viu, valorizou cada instante do olhar daquele homem.

O que contemplamos...

Contemplar é diferente de olhar. Primeiro que contemplar em João significa uma ação completa, acabada, não tem haver diretamente com algo que aconteceu no passado, mas algo perfeito. Contemplar é olhar com propriedade. Olhar com intimidade. Deixar o olhar. Desta forma, a possibilidade de contemplar a Cristo foi de poucos. Uma multidão viu Jesus ao entrar em Jericó, e os que simplesmente viram foram os que gritaram: “crucifica-o! crucifica-o!”, uma semana depois. Para contemplar Jesus tem-se que visualizar o Jesus enquanto filho de Deus (Jo 1.14), não enquanto um homem qualquer. A contemplação já é atitude de adoração. O simples olhar não.

O que apalpamos...

Apalpar? Por que João fez questão de dizer que apalpou a Cristo? Ora, João está dialogando alguns que não acreditam que Jesus sofreu, isto é, não acreditam que ele é ser humano. João quer deixar claro que Jesus foi um de nós. Carne da nossa carne. A crença em um Jesus que não sofre é maligna, assim como a crença num cristão que não sofre. O nosso Jesus é humano.

É este que João proclama, com respeito a este que João afirma, é o verbo da vida. O que existe, o que ouvimos, o que vimos, o que contemplamos e o que apalpamos, este é o nosso Jesus, o Cristo.